O trabalho analisa simbolicamente o filme “O Labirinto do Fauno”, criação de Guillermo Del Toro, diretor mexicano, tomando por base o dinamismo patriarcal negativo presente no final da Guerra Civil Espanhola e da 2ª. Guerra Mundial. A jornada que a personagem Ofélia empreende, ao cumprir três tarefas, tem o intuito de transformar esse dinamismo reinante e permitir o acesso ao processo de renovação ou transformação psíquica. A trajetória culminou no sacrifício de Ofélia, símbolo do arquétipo da criança, cuja morte simboliza a possibilidade de renovação psicológica do dinamismo existente. A análise fundamentou-se nos conceitos propostos por Jung e seus seguidores. O método utilizado na análise foi o da amplificação simbólica, de acordo com as diretrizes propostas por Von Franz (2003b).
Artigo publicado na revista Hermes n.14, 2009
